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Artigo Publicado na ABN

Atualizado: 22 de Jan de 2018

TRANSCRANIAL DOPPLER FOR PREDICTING DELAYED CEREBRAL ISCHEMIA AFTER SUBARACHNOID HEMORRHAGE


Carrera, E.; Schmidt, J. M; Oddo, M; Fernandez, L ; Claassen, J; Seder, D; Lee, K; Badjatia, N.; Connolly, E. Sander Jr. M.D.; Mayer, S A.


Neurosurgery 2009; 65(2): 316-24


Doppler Transcraniano (DTC) é amplamente utilizado para monitorar o curso temporal do vasoespasmo após hemorragia subaracnóide (HSA). Porém, permanece matéria de discussão sobre sua sensibilidade para prever deterioração clínica ou infarto decorrentes de isquemia cerebral tardia (DCI). Os autores buscaram avaliar a utilidade prognóstica do método para investigar vasoespasmo após hemorragia subaracnóidea. Autores analisaram 1877 DTCs em 441 pacientes com hemorragia subaracnóide (HSA) por ruptura aneurismática, dentro de 14 dias após o ictus. O maior valor de velocidade media (Vm) encontrado em qualquer artéria insonada antes do DCI foi gravado. DCI foi definido – e julgado pela equipe do estudo – como deterioração clínica ou evidência na tomografia computadorizada de infarto ocasionado por vasoespasmo. Regressão logística foi utilizada para calcular a razão de risco (OR) de DCI, após controle de outros fatores de risco. DCI ocorreu em 21% dos pacientes (n = 92). Preditores multivariados de DCI incluíram a pontuação na escala modificada de Fisher, utilizando a tomografia de crânio (P = 0.001), desfecho clínico desfavorável (P = 0.04), e sexo feminino (P = 0.008). Após controle para estas variáveis, todos valores DTC (Vm) encontrados entre os limites de 120 e 180 cm/s, acrescentaram um modesto incremento no valor preditivo para DCI em quase todos momentos do periodo pós-HSA analisados, porém com maior sensibilidade no D8 pós-HSA. Entretanto, a sensibilidade de qualquer valor de DTC Vm acima de 120 cm/s como preditor de DCI foi apenas 63%, com valor preditivo positive 22% entre pacientes com Hunt and Hess I a III e 36% em pacientes com Hunt and Hess IV e V. Valor preditivo positivo foi modestamente maior se DTC Vm ultrapassa 180 cm/s.

Segundo os autores, velocidades aumentadas no DTC implicam leve incremento de risco para DCI após HSA, com melhor sensibilidade em torno do oitavo dia após HSA. Aproximadamente, 40% dos pacientes nunca atingiram DTC Vm acima de 120 cm/s durante o curso da monitorização. Novos estudos são necessários para se definir questões pertinentes em aberto neste trabalho: qual melhor protocolo neurossonológico para monitorização, com que frequência utilizar o método durante o período de risco e se associação com outros métodos de monitorização neurológica e sistêmica podem influenciar na capacidade do método como preditor de DCI.


Carrera E, Schmidt MJ, Oddo M, et al. Transcranial doppler for predicting delayed cerebral ischemia after subarachnoid hemorrhage. Neurosurgery. 2009;65(2):316-324.


Fergusen S, Mac Donald RL. Predictors of cerebral infarction in patients with aneurysmal subarachnoid hemorrhage. Neurosurgery. 2007;60(4):658-667.


Revisor do artigo

Daniel Paes de Almeida dos Santos

Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia

Médico Rotina da Unidade de Terapia Intensiva Neurológica do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer – IECPN/RJ

Neurologista do Instituto Estadual de Hematalogia Arthur Siqueira Cavalcanti – HemoRio



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